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A Carta

05/07/2010

À minha mais colheita romântica capaz,
És o meu mais profundo desejo romântico. Eu juro…

Darei-lhe o âmago dos meus mais secretos e misteriosos desejos amorosos. Eu juro…

Entregarei-lhe o manto sagrado de minha leveza universal e meu mais sepulcral e ilícito sentimento apaixonado. Eu juro…

Dividirei ao teu lado os mais relentos e preciosos acordes de meu violão sonhador. Eu juro…

Meu apetite romântico é dependente de teus recados carnais em braços meus. E, assim, eu juro!

Ao encontro de nossos lábios…
Ao conjunto unido de nossos laços encontrados…
Ao querer do encontro…
Ao encontro do querer encontrar…

Meu clareamento diário que, ao acordar, me pego te desejando!

Ao preenchimento ardente de nosso entrelaçamento contínuo e interrupto!

E, assim…

Que em teu singelo e lento caminhar possa, de repente, ser acompanhado e sentido pelo calor do meu.

A ausência é dolorida quando, em minhas madrugadas de solidão, sinto distante de teus olhares e gestos contidos.

Que, diante de minha mais terrível e avassaladora dor d’alma coberta pelo sangue eterno de meu vazio existencial, você – com seus pés, possa me manter acordado de amor!

Conforta-me o destino traçado no berço.

Eu juro!
Eu juro!
Eu juro!

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